O livro trata-se, por assim dizer simples e claramente, de uma novela
que facilita de modo original o ensino da
Filosofia.
Deve-se dizer com
todas as letras que a
filosofia é normalmente uma matéria mais
relacionada com o tédio, o fustigamento, o cansaço e ao pouco
entendimento. Porém diríamos que com o brilhantismo, a lucidez, a
inspiração da utilidade do conhecimento. É por isso que é necessário
divulgar obras tão importantes como a do escritor nascido em Oslo, no
ano de 1952. A meta que tem Gaarder é a de aproveitar toda a
sua experiência adquirida como professor de filosofia e sua tendência
de escrever livros para jovens (antes do que aqui está sendo comentado
publicou Los Chicos de Sukhavat e El Palácio de La Rana),
para preparar um texto que de maneira sensível introduz o leitor a um
mundo tão complexo, porém ao mesmo tempo tão apaixonante como é o da
filosofia.A
novela é um gênero literário cujos recursos podem
permitir captar a atenção dos leitores de maneira mais eficaz que um
tratado filosófico, por exemplo. Daí que vale enfatizar o grande acerto
que resulta na idéia de criar uma novela sobre a história da filosofia.
Deste modo o que faz o autor norueguês é manter a curiosidade do leitor
para saber quem é o misterioso filósofo que envia cartas também
enigmáticas para a jovem Sofia.Durante o enredo ele leva junto
com a pequena de quase quinze anos, um grande porém divertido passeio
pela história da filosofia, que não é outra coisa senão uma revisão
sintética pela história do conhecimento humano. A caminhada vai desde
os mitos antigos e os três filósofos de Mileto, até Marx, Darwin e
Freud, passando prontamente por grandes pensadores como Sócrates,
Platão, aristóteles, Jesus, Descartes, Locke, Kant, Hegel, kierkgaard,
entre outros.O livro de Gaarder deve ser aproveitado.
Dificilmente pode-se encontrar algum que com tanta sensibilidade e com
tal grau de entretenimento, permita a uma pessoa dar os seus primeiros
passos no caminho que leva a interessar-se pela filosofia.